sábado, 7 de fevereiro de 2015

Volta A Floresta Do Carrasco

Eu achei que estava segura. Mas é claro, um dia eu teria que sair daquela casa em que os dias não se passam. Teria que voltar a toca dos meus pesadelos. Volto mais uma vez a sala do carrasco, que nem me machuca mais. Olhando em volta, vejo os mesmos dragões crueis a meu redor. Eu sabia que veria de novo as bestas me perseguindo, mas tive esperança que fossem outras. Talvez, com sorte, menos dilacerantes. Os changelings continuam a me observar, se alimetando de toda minha alegria. Eles só ficam felizes quando eu choro. Me atiram pedras como se nunca tivessem errado. O bilhete assinado na carne da minha mão esquerda tem a marca do beijo de um dementador. A Banshee, manchada de rosas dá os seus 365 gritos. É agonizante, o agoureiro chora e as criaturas voltam a devorar minha força vital. A chave está trancada no bracelete amaldiçoado, no pulço de Morena, a garota desaparecida nos sonhos. Não tem o que fazer quando não se tem nada a se fazer. As fadas vão mordendo meu pés a cada passo que eu dou. A dor de pisar em facas, pior que nas lendas. Se lido, os entalhos da caixa de pandora, o grito de brisa da tempestade se resumirá a um.

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