quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Rosas e Gardênias

Rosas prometem, porém todos sabemos que não cumprirão nada. Por algum motivo, nós acreditamos sem pensar. Rosas têm desejo e fogo escondidos em todas pétalas, também morte. Rosas nunca dirão a verdade. Rosas são como sereias. Rosas têm veneno e segredos na botão. Quanto valeria a Rosa eu não saberia dizer. Sua vida, talvez. Qualquer um daria seu Céu para um único beijo da Rosa. E pode apostar, esse seria o preço. Vou tranquilizar, o toque da Rosa é o modo mais doce de se morrer. Romeu pode dizer quantas vezes quiser que morreu pelo veneno e Julieta pode repetir até perder a voz que a vida lhe foi tirada pela adaga. Mas ambos pereceram pela loucura da Rosa. A forma mais cruel de morrer. Gardênias exalam inocência. Gardênias nunca mentem. Gardênia tem os olhos de uma criança que sabe que está fazendo algo errado e se sente bem com isso, pois para ela está certo. Gardênias vêm tudo o que se passam e só podem chorar por isso. A Rosa apenas ri. Rosas podem ser vermelhas, até a cor do escambau, mas sempre serão negras. O vermelho da Rosa é tingido por sangue.  A única coisa que ela aceita, o sangue. A pobre Gardênia, já alva de tantas lágrimas, por tanto pavor. Porém com uma força incrível. Mas, nunca conheci ninguém que quisesse a Gardênia quando se podia ter uma Rosa.

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