domingo, 30 de novembro de 2014
DNA
Inocente! Nada a fazer? Não sei. Talvez nem tão inocente, mas quem iria perceber? Apenas uma criança crescida, só alguém diferente. Está no DNA e o que fazer? Nas veias dá para sentir a sede por sangue. Os dedos magros tremem e localizam a vítima. Nos lábios, o sabor da vingança e o desejo por "justiça". Está no DNA. Então, o que fazer? Correndo novamente. É um ciclo vicioso. A caixinha de música de uma criança indefesa. Um par de mãos agarradas ao pescoço do que era seu inimigo. Soltar seria sensato. Mas está no DNA. Está nos pensamentos e em todo lugar. Jogaram-na fogueira. Sou apenas uma observadora assistindo ao próprio fim. Está no DNA. Palavras escritas na parede da eterna câmara de tortura com o sangue de muitas outras da garotinha que vieram antes. Elas decretam o castigo sem fim de todos o que eram diferentes. Os que tem algo a dizer sempre pagarão, enquanto os sangues ruins têm tudo na mão e são idolatrados. Está no DNA da humanidade. Não concorda?
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